segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

SERGIPE’s FINEST: MUSIC from SERGIPE




Garimpando um dos blogs de download de música mais concorridos do país (tirado do ar algumas vezes), o UM QUE TENHA trazia em sua 'home' o disco Sergipe's Finest: Music from Sergipe, onde seu produtor e selecionador de repertório Alex Sant'anna informa: "A música produzida em Sergipe sempre condensou a forte cultura popular com a dinâmica da modernidade, preenchendo os mais diversos espaços do rural e do urbano na plena tensão da expressão musical que só o nordeste proporciona. Com a postura cautelosa dos que conduzem a produção como um artesão, o tímido ambiente musical de alguns anos atrás se transformou em um nascedouro de bandas e artistas com ênfase em dialogar com o mundo através dos vários caminhos que o desenvolvimento da tecnologia e o apuro dos instrumentos rudimentares podem produzir. Sem esquecer o que de melhor já foi produzido por grupos consolidados e artistas responsáveis pela continuação de uma tradição, o fino da música de Sergipe esta presente nessa coletânea para conduzir a alma do sertão ao litoral até o mar adentro. Boa audição."



Repertório bem selecionado entre novos e já conhecidos nomes. Do forró ao rock, do experimental ao regional. Eclético e bem equilibrado, a mostra de músicas /artistas  locais faz querer ouvir mais!! Em um álbum duplo traz 34 canções. de artistas que fazem carreira em Sergipe e em outros estados: Ferraro Trio, Pilão, Pífano de Pife, Patricia Polayne, Joésia Ramos, a Banda dos Corações Partidos, Naurêa, Villa Carmen, Cabedal, Alex Sant'Anna, Deilson Pessoa, Marco Vilane,  Maria Scombona, Bicicletas de Atalaia, Café Pequeno, Cataluzes, Sergival, Kleber Melo, Plástico Lunar, The Baggios, Mamutes, Snooze, Thiago Ribeiro, Alapada, Sibberia, Mensagenegra, Reação, Oganjah, Chiko Queiroga & Antônio Rogério, Gladston Rosa, Mingo Santana, Nino Karvan,  Rubens Lisboa, Psicodélicos e Psicóticos.

O disco saiu pelo selo Disco de Barro, em parceria com a SECULT, com a APERIPÊ e com a SEGRASE.

Está disponível para DOWNLOAD tanto no UQT (http://umquetenha.org/uqt/?p=6935) quanto no Myspace (http://www.myspace.com/musicfromsergipe).



Fontes:
http://umquetenha.org/uqt/?p=6935
http://www.myspace.com/musicfromsergipe
http://www.agencia.se.gov.br/noticias/imprimir/materia:17302

domingo, 20 de dezembro de 2009

THE BAGGIOS

The Baggios & “Hard Times”
por Rafael Jr.*


 The Baggios é uma dupla sergipana. Formada em 2004, já me impressionou no primeiro EP (capa ao lado), que derramava blues por todas as faixas mas era também moderno, cosmopolita e ainda “roots”, viril, garageiro, tosco. E exalava sergipanidade, algo difícil de identificar numa banda essencialmente rock. Tudo ao mesmo tempo agora. Fiquei intrigado. E curioso: os caras não tinham nem 20 anos! O nome, uma homenagem a um conterrâneo andarilho e hippie que vagava pelas ruas de São Cristóvão nas décadas de 70 e 80 com um violão e total desapego a bens materiais. Um sonhador que “não deu certo” na música, mas inspirou rockers locais como Julico e Lucas, o primeiro baterista.


Julio Andrade saiu da pacata cidade histórica de São Cristóvão com um punhado de canções estradeiras, falando de coisas simples do dia a dia, do tédio, de relacionamentos. Encontrou em Elvis Boamorte um parceiro “firmeza” para o primeiro disco e shows com público maior. Atualmente, Gabriel Carvalho (foto à direita), 17 anos, aracajuano do Augusto Franco, segura tudo na sólida muralha rítmica necessária para shows explosivos e com volume “no talo”. No caldeirão sonoro muito blues e southern rock, com pitadas de folk, soul music e influências de Raul Seixas, Hendrix, Stones, de bluesmans como Sonny Boy Williamson e Robert Johnson e de grupos mais recentes como Jon Spencer Blues Explosion, White Stripes e Black Keys. Os shows têm boa vibe, energia juvenil de sobra, feeling blues e rock envenenado, de pub, de garagem, de moquifo enfumaçado. De vez em quando o som da dupla ganha uma turbinada com os órgãos vintage de Léo Airplane, produtor dos dois discos deles e de várias bandas underground sergipanas, ou da gaita do camarada Mateus Santana. Mas a guitarra distorcida de Julico comanda o combo blues-rock, está no centro, é o foco. O cara é bom, se dedica ao instrumento e o domina ferozmente com ou sem slide, mas também se mostra mais delicado no violão folk e em dedilhados envolventes baseados na velha escala pentatônica do blues. Preenche espaços, sabe fazer a música andar e respirar. Bota a moçada pra cantar junto. Tem as manhas.

 Aí finalmente me chega às mãos “Hard Times”,



o novo disco. São 8 faixas que não apenas repetem o êxito sonoro e a originalidade do grupo. Vão além. “No Matagal” abre sem muitas novidades, é um bom rock stoniano e só. Já “Supersonic Explosion” traz novidades ao som do The Baggios, com guitarras surf que emulam The Ventures e Dick Dale. A faixa é instrumental e cairia bem na trilha sonora de um filme do Tarantino. Tem cacife e nível pra isso. “Oh Cigana” se destaca e também navega em novos mares, com uma pegada “spanish” que lembra uma jam session de Carlos Santana com o Led Zeppelin, um mix rock-caribenho acentuado pelo bom tema de trompete. “Trem da Nostalgia” é mais psicodélica e contemplativa, enquanto “Candangos Bar” soa como singles do The Who e Kinks em início de carreira, com gaita e levada r&b. “Black Man Song” parece o rockabilly com influências de jazz do Stray Cats, com bons licks e sonoridade de guitarra semi-acústica criando bons climas. É como se o grupo de Brian Setzer fizesse um cover de Gene Vincent & The Blue Caps, ou de um standard do jazz. “No Meu Bem-Estar” repete riffs, melodias e idéias do primeiro disco, mas na metade caminha pra outro lado mais funky-groove a la Jon Spencer. Funcionou bem. E “Hard Times” fecha o disquinho fazendo jus às influências de Robert Johnson e Son House, num blues acústico e clássico, nu e cru.



The Baggios é sem dúvida a banda mais promissora da nova geração do rock sergipano. É um grupo sem frescuras e bem resolvido, prático, barato (cabe num fusca mesmo com equipamento completo!), atual e atemporal, porque seu discurso é autêntico e universal, e sua base sonora já passou pela prova do tempo através da história da música contemporânea, a partir do século XX. O blues é resgatado e reinventado a todo momento, em toda parte do mundo. Aqui, tomou nova forma a partir dessa dupla sergipana. O público local é numeroso e fiel. Goiânia e Salvador já provaram desse blues sergipano, a Revista 100% Skate também. Agora eles estão mais que prontos para invadir festivais independentes, mídia especializada e demais palcos espalhados por aí! Eu boto fé.

* Rafael Jr é baterista das bandas Ferraro Trio, Snooze e Maria Scombona, graduando em Música/Licenciatura pela Universidade Federal de Sergipe.


O disco pode ser baixado, autorizado pelo guitarrista Julio Andrade, no site


Mas se você preferir ajudar os caras a produzirem mais, dê um pulo lá na FREEDOM que tem! Fica no segundo trecho da Rua Santa Luzia.

 Contato por e-mail: juliododges@hotmail.com

sábado, 19 de dezembro de 2009

SNOOZE

Essa postagem é quase uma reprodução da existente no blog de Fábio Oliveira, baixista da Snooze, Myobsession, de 11 de abril de 2009:



Todas as músicas são de autoria da banda e arranjadas coletivamente pela formação de cada época... Some Rights Reserved!


"Waking up... waking down" , gravado entre 1996 e 1997, com inclusão de uma música da demo-tape de 1995; lançado em 1998 pela Short Records.
Shows de lançamento: Turnê Sudeste (Niterói, São Bernardo do Campo, São Paulo e Jundiaí); Festival Rock-SE.

Formação: Fabio Snoozer - Rafael Jr. - Daniel Garcia

Arte: Jamson Madureira 


"Let my head blow up" gravado em estúdio (2000), como trio e ao vivo (2001) como quarteto; lançado em 2002 pela Short Records e Monstro Discos.

Shows de lançamento: Goiânia Noise Festival; Espaço Emes (Aracaju).

Formações: Fabio Snoozer - Rafael Jr. - Mauro Spaceboy + Clínio Junior
Arte: Guilherme Carvalho


 Abaixo o mais recente disco da banda,





"Snooze", gravado entre 2004 e 2005; lançado em 2006 pela Monstro Discos e Solaris Discos.

Shows de lançamento:

12º Goiânia Noise Festival; ATPN (Aracaju).

Formação: Fabio Snoozer - Rafael Jr. - Clínio Junior - Marcelo Moura

Arte: Duardo Costa

Após esse último lançamento, a banda contou por algum tempo com a inestimável colaboração de Duardo Costa. Hoje em dia, o Snooze voltou à formação de trio com Luiz Oliva nas guitarras.

Duas músicas de Snooze saíram na coletânea Na poeira solar, de 2005.  Cada banda toca duas músicas.


Mellotrons (PE), The Honkers (BA), Dead Poets (CE), Casa FLutuante (AL) e Musa Kunkie (PB) também participam do cd, que saiu pelo selo potyguar Solaris Discos.





A Snooze toca  'Loser's kiss' e 'Sunshine'. do disco Snooze.

Contatos:

Rafael Jr Junior rafael.snooze@gmail.com

http://www.snooze.com.br
http://www.myspace.com/snoozetherockgroup
http://www.tramavirtual.com/snooze
+
Orkut

Baixe também a outra banda do Luiz, a Perdeu a Língua!
Segue o link, o nome do álbum é "Mamparra":
www.sinewave.com.br

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

MAMUTES

Aos cuidados do senhor secretário de cultura do DCE da UFS/ Lar



Calçada na sonoridade setentista do hard-rock, proto-punk e do blues, os MAMUTES avançam numa manada potente e destruidora com o simples instinto da sobrevivência. A sobrevivência do rock and roll!

Os MAMUTES são: Karl di Lyon (voz, rugidos), Thiago Sandes (baixo, voz), Marcos Odara (bateria, voz) e Rick Maia (guitarra, voz). Destacam-se por ser a primeira banda de rock de Aracaju, onde a maioria dos componentes mora numa mesma casa, a “Mamutes House”. Casa esta, ponto de encontro de grandes músicos, poetas e artistas de todos os tipos, hospedando até bandas e músicos de outros estados. A moradia e local de ensaio da banda é também palco de inúmeras Jam´s com todos que chegam por lá.
Uma vez reunidos em meados de 2006, a nova manada sentiu logo de inicio, que algo consistente estava por vir. Um novo som harmônico, melódico e original ao mesmo tempo em que, barulhento, nervoso e raiz. Esta variedade de elementos que se combinam para formar uma unidade rock and roll especial, despertou nos componentes a possibilidade de fazer um projeto grandioso.
Tão grandioso que pra representar toda energia e potência dessa simbiose, era necessário um nome forte, com pegada e selvagem.

Assim, nasceram os MAMUTES.

Flog: http://www.fotolog.net/mamutesmusic

Myspace: http://www.myspace.com/mamutesmusic

Contatos para compra de disco, shows & afins, na

Mamutes House
- Contatos - 
Fones: 79 8841.8285/ 3255.0287
E-m@il: rn_maia@hotmail.com

domingo, 13 de dezembro de 2009

SERGIVAL

Cantor e compositor, natural do sertão sergipano de N.S. da Glória, Sergival dedica sua carreira à música regional nordestina, em especial à uma releitura da música folclórica sergipana sem perder de vista a sua originalidade ao utilizar instrumentos populares como a bateria e o contrabaixo elétrico.



SERGIVAL E AS COISAS DO CAÇUÁ, CD de estréia independente, 14 faixas, disco autoral onde o artista apresenta músicas que partciparam de festivais, além do resultado de suas pesquisas no folclore sergipano como o Reisado e Ternos de Zabumba, presentes no CD. Conta com a participação especial dos artistas Ismar Barreto, Chiko Queiroga & Antonio Rogério, Mingo Santana, Alcymar Monteiro e do sanfoneiro Dominguinhos. Gravado na Capitania do Som e com rebuscado projeto gráfico assinado pela Conceito, o disco trás ainda a colabaração de grandes músicos como Waltinho do Acordeon - sanfona, Tontoy - percussão, Pedrinho Mendonça - percussão experimental (Café Pequeno), Renato Piau - violão (Luiz Melodia) e Ari Colares - percussão (Zizi Possi).


CD: SERGIVAL E AS COISAS DO CAÇUÁ (Disco de Estréia - Independente)
Lançado em: MARÇO/2008
Valor: R$ 15,00

Locais de venda:

CASA DO ARTISTA - CALÇADÃO DAS LARANJEIRAS, 190 - CENTRO - ARACAJU-SE

BODEGA DA GABRIELA - AV. RAFAEL DE AGUIAR, 375 - CIRURGIA - ARACAJU-SE

ou PELO SITE DO ARTISTA www.sergival.com.br (Enviamos para todo o Brasil e Exterior)

ARATRIO



ARATRIO – “Aratrio” (2009)
por Rafael Jr (texto originalmente publicado no jornal Cinform)

O jazz é uma das linguagens musicais do século XX que mais se alastrou pelos cinco continentes e mais se adequou às musicalidades locais, sejam elas tradicionais ou contemporâneas/modernas. O Brasil tem exportado diversos nomes, e no Nordeste esse estilo musical surgido nos EUA há cem anos tem se desenvolvido e proliferado em diversos formatos (trios, quartetos, big bands, etc). Em Sergipe um dos nomes mais respeitados é o do saxofonista argentino Alejandro Habib, radicado em Aracaju há 22 anos, que formou o Aratrio com os sergipanos Weide Morazi (teclados) e Pequeno (percussão), também conceituados na música popular e bastante solicitados em shows e gravações.

O álbum de estréia do grupo exala criatividade e bom gosto nos arranjos, passando longe da obviedade. Namora a salsa cubana em “Round Midnight” (Williams/Monk) e “Song For Pepe” (Habib), mistura coloridos sonoros variados em “Forró Bop” (Habib/Morazi), desconstrói o samba “Batida Diferente” (Einhorn/Ferreira), e soa livre e com bastante espaço para o diálogo musical em “Mr. Peter” (Habib) e “Waltz For Debbie” (Evans). Os improvisos, que nunca podem faltar no jazz, são interessantes e fluidos. O domínio da linguagem é visível. Os temas não soam cíclicos (como standards do “Real Book” tocados ao vivo numa jam session), residindo aí o grande diferencial do grupo: o cuidado na construção intelectual de uma arquitetura sonora própria, o que trás uma identidade, uma marca. Manipulando dinâmicas, acentos, fraseados e timbres (Habib alterna entre o baixo profundo do sax barítono e o agudo do soprano) na medida certa, o Aratrio consegue atingir um certo grau de originalidade e soar ao mesmo tempo agradável e desafiador, para iniciados ou leigos. Saber que esse disco foi totalmente produzido em Sergipe, num pequeno estúdio ali no Augusto Franco, dá um orgulho danado!


LOCAIS ONDE COMPRAR:

- Revistaria do shoping jardins frente ao rey do mate.

- Revistaria do supermercado Extra.

- Revistaria do supermercado G Barbosa hiper sul.

- Casa do Artista (situada no calçadão das Laranjeiras)

- Freedom (endereço: Rua Santa Luzia

- Recepção do hotel Celi.

APRESENTAÇÃO

Saudações!

A Lojinha dos Discos é um espaço virtual dedicado a indicar lugares onde adquirir discos e demais produtos musicais de artistas sergipanos.


As divulgações serão feitas no blog PROgCult SE!, na medida em que novos discos sejam disponibilizados.  Não há qualquer remuneração pelos serviços prestados por esse blog. O interesse é divulgar a música produzida em nosso estado, quer sejam preservações da tradição musical ou incentivando as novidades aqui surgidas.


Atenciosamente,

André Teixeira