segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

MARIA SCOMBONA










No site poderás baixar as músicas de ambos os discos.



www.mariascombona.com.br

A Banda

Maria Scombona é prato de caldo grosso, dito popular, pela consistência dos próprios ingredientes e pelo tempo da fervura.
Nascida diretamente do desejo de Henrique Teles (vocalista) de divulgar suas composições, a Maria Scombona foi povoada por amigos músicos de diversas vertentes da música. De velhos amigos do heavy metal - no qual Henrique teve suas primeiras experiências musicais - a músicos de mpb, forró e outros, a banda teve como integrantes, desde o princípio, na construção da sua sonoridade.
Quem ouve o som de muito balanço da Maria Scombona de hoje, não imagina que permeando as letras e melodias do compositor transitaram diversas linhas estéticas com influências tão diversas, que vão dos aboios ao blues, do coco de embolada à soul music, do forró ao jazz. O som da Maria, então, tendo a linha mestra das composições de Henrique, já teve um contorno mais pesado em um tempo, mais regional em outro, e terminou chegando num formato em que tudo está presente numa expressão estética muito homogênea onde cabe tudo e a música em si é o centro do processo.
1992 é o ano de formação da banda. De imediato, tendo suas composições selecionadas para o Festival de Arte Alternativa da Cidade de Olinda, Henrique Teles (vocalista) convoca os amigos Marcus Vinícius, guitarrista da banda metaleira Hemisferius, o flautista Wandeley e mais dois percussionistas atuantes da música local, Ronnie e Peppy. Essa foi a formação inicial, claro com um perfil de muita influência do metal de um lado e regional do outro; e assim seguiu com esse perfil até 1997, com outras formações, mas sempre com guitarras pesadas. Em meados desse ano a banda, já com Hugo Leonardo nas guitarras, dá uma parada. Henrique estava incomodado com o perfil pesado e queria experimentar a sua viagem pelos predecessores do rock, especialmente o blues e o Rithm & Blues, que davam uma melancolia e um balanço muito próximo da música nordestina. Data de 1997 a entrada da gaita no naipe instrumental da banda, com Carlinhos. Nasce aí um projeto semi-acústico que foi a base pra o som que a Maria leva hoje. O show foi premiado no Projeto Prata da Casa na categoria Melhores Arranjos.
Mais uma parada na trajetória da Maria Scombona em 1998; Henrique Teles pediu transferência temporária no trabalho e foi morar em Brasília, onde permaneceu por alguns meses apenas. De volta reagrupa os amigos e retoma o trabalho numa concepção intermediária entre o semi-acústico recente e a formação antiga. Encontrou o ponto tão procurado. Já era 1999 e a partir daí foi amadurecer com os ensaios e os raros shows feitos pela banda, até que em 2002 tudo acontece de repente.
Após lançar o CD Grão e vê-lo ser recebido com um misto de surpresa e elogios por fãs e crítica, a Maria Scombona desfalcada de seu guitarrista Álvaro e do baixista, Robson, que foram tentar a vida musical em São Paulo com outro artista local, é imediatamente chamada para o Festival Eimepeg3 no Rio de Janeiro, em seguida para o cobiçado Festival de Verão de Salvador e uma série de eventos como o aniversário da cidade de Aracaju, onde fez um show memorável, o Festival de Inverno de Garanhuns e o Programa Bem Brasil, transmitido ao vivo em rede nacional de Aracaju para todo país. Revistas e jornais especializados fizeram críticas elogiosas ao CD Grão e a agenda não parou de evoluir.
Em 2004, com a saída de alguns músicos, inclusive com uma carta de saída também de Henrique Teles do projeto, a Maria Scombona se esvaziava. Quando tudo apontava para o surgimento de um trabalho solo de Henrique, levando seu nome, um encontro com Rafael Jr. e Robson Souza e Saulo Ferreira, selou o compromisso de retomada do trabalho, ainda sem definição de ser continuidade da Maria Scombona.
Um ano depois da parada repentina, a banda reestréia com um desafio: tocar com a formação de power trio as músicas da formação anterior que contava com 7 músicos. Incertos, mas confiantes, os meninos da Maria mostraram na ATPN, reduto local de roqueiros “com quantos paus se faz uma cangáia”, e daí não parou mais. Retomou o trabalho, a gravação do Mais de Um Nós – segundo CD -, os shows, levou seu projeto MUNDO ROCK INTERIOR para 10 cidades de Sergipe, tocando com bandas locais e fazendo workshop para a garotada iniciante e, de quebra, teve tempo ainda pra sair e, a convite, tocar no Projeto Prata da Casa no Sesc Pompéia em São Paulo e na Feira Internacional de Música independente em Brasília 2007. A agenda volta a crescer e, com o lançamento do Mais de Um Nós, a banda se prepara para o que possa acontecer caso este disco seja tão bem sucedido quanto o primeiro – Grão.

Release do site do grupo.

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