segunda-feira, 10 de maio de 2010

JOÉSIA RAMOS


A cantora e compositora Joésia Ramos nasceu em Aracaju, Sergipe, em 1959. Apaixonada por música desde sempre, apareceu no cenário musical sergipano no ano de 1981, quando participou do 1º FSMPB, desde então vem produzindo canções nos mais variados ritmos e estudando as suas raízes, na busca de uma linguagem que expresse a sua cultura e o seu tempo. Com dedicação especial a musicar poesias, tem gravados:

Em 1984 LP Êta Nóis (em São Paulo), onde participa com duas faixas, Amor Roxo e Barcos e Beijos, ao lado das amigas Luli e Lucina, Ney Matogrosso, Jean e Paulo Garfunkel, Bené Fonteles, Miltinho Edilberto e a Marta Strauch.


O 1° CD De Passagem, gravado em Aracaju em 1997; em 1999, dirige e grava algumas faixas do CD Grupo Imbuaça 20 anos de Teatro de Rua.

Caso de amor de mais de 30 anos, Joésia compôs para o Imbuaça as trilhas para a montagem das peças "As irmãs tenebrosas", "A farsa dos opostos" e mais recentemente para "Os desvalidos".

Em 2001 grava o CD Noites de Forró com o grupo Forró da Rabeca.

Em 2007, grava música sobre poesia no CD Levante-se Amor - Joésia canta Maria Cristina Gama. A poetisa é sua parceira em mais de uma centena de canções, compostas ao longo de 27 anos de amizade.

Com composições gravadas por diversos cantores sergipanos, como o Rubens Lisboa, Chico Queiroga e Antônio Rogério e ainda Amorosa, e por artistas como carioca a Lucina, Penha Pinheiro, de São Paulo, e o grupo Saísse e os bois, também do Rio de Janeiro.

Seu mais recente trabalho é a trilha da peça Os desvalidos - a trilha, baseada no romance de mesmo nome do escritor sergipano Francisco Dantas. O disco tem parecerias com o escritor e sua esposa, a poetisa Maria Lúcia Dal Farra, cuja música "Metafísica" faz parte do disco Sergipes Finest: music from Sergipe.


Desde o ano de 2001, faz o Forró Rabecado, onde mistura suas composições à dos mestres da cultura popular: Luiz Gonzaga, Jackson do pandeiro, Dominguinhos e Alceu, Marinês e Elba e por aí vai a noite... O Forró Rabecado, é de natureza lírica e extremamente dançante e foi criado com o espírito dos bailes e das festas de terreiro.

Todos os seus discos foram lançados de forma independente.


ONDE COMPRAR?

Casa do Artista, no calçadão da Laranjeiras perto do Correio do Centro

e

na Lojinha da Nat&vida - Av. Barão de Maruim, 674

R$15,00 cada


Contatos:

Fone: (79) 3227-3284

E-mail: joesiaramos@hotmail.com

http://www.joesiaramos.mpbnet.com.br/

quarta-feira, 5 de maio de 2010

IGOR MANGUEIRA


Uma odisséia no espaço de Igor Mangueira

Cantor e compositor sergipano lança “2010 – Uma odisséia no My Space”

O cantor e compositor sergipano Igor Mangueira está lançando “2010 – Uma odisséia no My Space”, um cd com 16 faixas, sendo que todas composições são suas. Gravado em Aracaju, o cd demorou cerca de seis meses para ficar pronto. Com um repertório de ritmos variados, é difícil rotular o trabalho do artista. Pode-se dizer que é a música popular brasileira em suas diversas formas. A MPB de Igor vai do samba ao baião, passando pelo rock, pop, maracatu, frevo, axé, reggae, entre outros.

Apesar de se orgulhar de ser sergipano, Igor prefere dizer que é um “extra-artista-terrestre”, por não ser considerado ainda como um artista da terra. A ousadia desse artista está clara em suas composições. Em “CC”, um samba partido-alto, ele critica os cargos comissionados ocupados por pessoas que praticamente não trabalham: “Você não faz nada e ainda recebe um CC, isso eu falo na cara por não dever nada a você”. Já em “Por causa de uma revista”, ele conta a história de um homem abandonado por uma mulher que sentia ciúmes de uma artista de novela. O humor e a irreverência estão presentes também em “Quero voltar pra Aracaju”, onde ele imagina a saudade de um músico sergipano que tentou fazer sucesso em outras terras.

A felicidade em ser sergipano está evidente em “Sergipe não cabe em si”, um forró-exaltação interpretado com a participação especial de Nino Karvan. A música é uma celebração por viver em sergipe, saudando sua cultura, seu céu e seu mar: “Dizem que Sergipe é o país do forró, mas se pensar um pouquinho é um lugar muito melhor (...). É um Estado de espírito onde o mar é mais bonito, onde o céu é infinito, aqui é um paraíso”. A homenagem também está presente em “Vale do Cotinguiba”, onde Igor canta em ritmo de frevo a história do primeiro e mais tradicional clube do estado, palco de grandes carnavais e celeiro dos primeiros craques do esporte sergipano.

O nome do trabalho foi inspirado no filme “2001 – Uma odisséia no espaço” e no site de músicas “Myspace”. Igor achou que seria um bom título por representar essa viagem que ele fez por todas suas influências musicais e por sua própria história.


Ouça:

www.palcomp3.com.br/igormangueira


Mais informações

(79) 8822-6723

Ou pesquise “Igor Mangueira” no Google


Abaixo, texto de Rian Santos, publicado no jornal O Dia


Sobre a Odisséia de Igor Mangueira e a virtude de nos deixar desconfortáveis
(Veja a matéria completa no Jornal do Dia - edição de 13 de abril de 2010)

Por Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br

Alguns poucos artistas possuem a virtude de nos deixar desconfortáveis, inseguros quanto ao julgamento que formulamos quando nos deparamos com o seu trabalho. Para esses rebeldes não existe certeza palpável, nem caminho seguro para alcançar a satisfação de uma vontade intangível, buraco invisível no coração do compositor, que só pode ser preenchido no momento mesmo da realização artística. Eu posso estar enganado, mas me parece que é a essa variedade de artista que devemos nos referir ao tentar definir o trabalho de Igor Mangueira.

Trabalho é modo de dizer. É tudo tão independente e amador (no melhor sentido da palavra) que fica difícil entendê-lo como o decantado cantor e compositor dos releases enviados à imprensa. Seja como for, ele acaba de colocar um novo exemplo disso à disposição dos interessados: 2010 Uma odisséia no My Space.