quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

VICENTE CODA e a PARAPHERNÁLIA lançam o disco duplo “A Viagem de Christine ao Universo da Beat Generation”

CD duplo: “A Viagem de Christine ao Universo da Beat Generation”
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VICENTE CODA E A PARAPHERNÁLIA



Artista multimídia, Vicente Coda transita em diversas áreas das artes: pintura, literatura e música. Foi um dos fundadores da banda Karne Krua, dirigiu o show de lançamento do cd da mesma, intitulado “Em Karne Viva”, no ano de 2001. Desde os anos oitenta transitou por várias bandas: Karne Krua, Fome Africana, Blow-up, Sopro da Arte, Orelha de Van Gogh e agora depois de algum tempo afastamento do universo musical Vicente Coda retorna ao universo do rock com o CD Vicente Coda e a Paraphernália apresentando um novo trabalho, em cd duplo e  conceitual, intitulado “A Viagem de Christine ao Universo da Beat Gemeration”.

Vicente Coda foi um dos percussores do rock autoral em Sergipe, juntamente com músicos como Silvio Campos, Antônio Almeida, Marcelo Gaspar, Luis Eduardo, Marcos Odara, Antonio Passos. Com esse trabalho ele insere um novo gás ao rock brasileiro, por ser um cd completamente atrelado ao universo literário. É importante acrescentar que na nossa MPB tivemos alguns trabalhos que homenagearam alguns poetas onde seus poemas foram musicados como: Fernando Pessoa e Carlos Drumond de Andrade. Entretanto, o cd “A Viagem de Alice... não se trata de um cd de homenagem e sim conceitual, onde todas as músicas convergem para um só tema e, neste caso, elas convergem para dois temas, Alice e os Beatniks. (Confiram a postagem DOSSIÊ DO ROCK SERGIPANO, revista e ampliada no blog ESCARRO NAPALM, de autoria do Adelvan Kenobi)


Silvio no vocal, Marcelo Gaspar no baixo, Toni Almada na batera e
Vicente Coda na guitarra, no início da Karne Krua.


O cd aborda duas histórias que se fundem entre si. Uma fictícia, inspirada em Alice no País das Maravilhas que é a da jovem Christine, uma jovem amante das artes e desgostosa desse mundo contemporâneo, que embarca acidentalmente numa viagem psicodélica e cai direto na Nova York da década de cinquenta, auge da Geração Beat. Christine serve de ponte para o ouvinte embarcar junto com ela nesse universo literário/revolucionário, dos fundadores da famosa contracultura.  Daí em diante as duas histórias se integram e as músicas do cd retratam situações dos personagens envolvidos ou temas relacionados a vida delas e dos momentos vividos por cada um.

O disco ainda conta com a participação de atores como Cícero Vieira, Sandro Américo, Cacau Farias, Max Alberto e Andrea Villela, além do saudoso Luis Carlos Reis, que recitam poemas que dialogam com algumas músicas, algo característico nos  cds conceituais. Mas a diferença é que Vicente Coda direcionou o trabalho para uma diversidade de estilos sem perder o foco, retratando os movimentos que foram influenciados por essa geração, tais  como o Pop,  Afro Beat, Rock, Experimentalismo e também o estilo Be Bop que tanto fez a cabeça de Jack Kerouac e sua turma. O cd conta com preciosas participações, tais como a dos cantores  Zeq’Oliver, Sílvio Campos, Tânia Maria e Alice Nou.  O Conjunto de Música Antiga Renantique e músicos do quilate de Saulo Ferreira (Ferraro), Fábio Souza, Cléo Maia, Mercinho, Melcíades Filho (Máquina Blues), Alegria e Léo AirPlane (Plástico Lunar).

(Release envido pelo artista)


CONFIRA ENTREVISTA EXCLUSIVA concedida à LOJINHA DOS DISCOS


Lojinha dos DiscosArtista plástico, músico, poeta, ... Um pouco dos três de cada vez, ou os três ao mesmo tempo? Afinal, quem é Vicente Coda, 'uma coisa de cada vez ou tudo ao mesmo tempo agora'?

Vicente CodaTudo ao mesmo tempo, agora e sempre. O meu cd é uma prova disso. É um cd de Rock Experimental/World Music, onde o tema central é um movimento cultural/literário que inaugura a contracultura. Onde contém poemas e também a minha veia de artista plástico, na concepção da capa e encarte. Sempre faço com que as minhas artes sejam uma invasora da outra.


LdDQual a influência dos beatniks em sua vida de artista e nesse novo trabalho? 

VC - Total. Os caras piraram a minha cabeça desde cedo. Li On The Road e não parei mais de ler essa turma. E sempre que posso leio esse livro de novo. Acredito que eles me influenciaram muito, especialmente quando faço questão de andar na contramão do que está estabelecido, porque, na maioria das vezes, o que está por traz desse estabelecimento são interesses de minorias prevalecendo sobre os demais.

A influência é inevitável, mas imitação é dose. Se for ruim, ao menos seja original. Pois, muita coisa que pode ser visto como ruim hoje, amanhã poderá ser uma coisa legal. É claro que eu não estou falando de artistas como o Michel Teló e nem de Luan Santana, entre outros. Esses não têm jeito. Me refiro àqueles que não têm medo de arriscar, de querer dar um passo a mais, não importa se é pra frente ou até mesmo pra trás, mas diferente. Refiro-me àqueles que têm sangue no olho.

Nas artes plásticas, além de outros pintores, também me sinto muito influenciado pelos Beatniks. Acredito que a literatura é a arte que mais influencia o meu processo de criação e os Beats estão presentes nesse processo. Não acredito muito em inspiração, acredito em trabalho. O profissional da arte tem de ter o cérebro amadurecido pra criar. O artista vive de idéias, seja dele ou sugeridas por outros, não de inspiração.

Sobre o meu cd, ele não é só um trabalho que sofre influências dos Beats, mas que possui como tema principal essa Geração. O personagem Christine, com a sua viagem psicodélica é o centro, a ponte entre o ouvinte e esses “intelectuais malditos”. Sem falar que nesse cd, contei com o auxilio luxuoso de vários artistas sergipanos, atores como Cícero Vieira, Sandro Américo, Cacau Farias, Max Alberto e Andrea Villela, Ieda Dias e o saudoso Luis Carlos Reis, além de músicos como Zeq’Oliver, Sílvio Campos, Tânia Maria e Alice Nou, o Conjunto de Música Antiga Renantique, Saulo Ferreira, Fábio Souza, Cléo Maia, Mercinho, Melcíades Filho, Alegria e Léo AirPlane.


LdD - Porque um disco duplo?

VC - Um cd simples teria espaço para todas as vinte e quatro faixas gravadas, mas achei que ficaria com a cara de um mp3, e eu não gosto disso. A não ser se as músicas fossem curtas, e que não é o caso.


LdD - Como está sendo feita a divulgação do disco? 

VC - Através das redes sociais, jornais, sites e blogs e amigos.


LdD - E a viagem ao Recife? Dia 28/12, por exemplo, a FM Universitária tocou o seu cd na íntegra. Como foi isso?

VC - Foi muito importante.  As rádios me receberam muito bem e, na FM Universitária foi melhor ainda. Estando já em Aracaju, eu recebi por email, a informação do apresentador da mesma rádio, que o meu cd iria ser tocado na integra por eles, nessa data. Achei muito interessante, justamente por eles nunca terem ouvido falar de mim, nem do meu trabalho e de não ser amigo de ninguém, sem pagar jabá e sem panelinha, como acontece aqui em Sergipe, com exceção da FM Aperipê e da FM Liberdade que valorizam os artistas sergipanos. Adorei ver a coisa rolar como rolou em Recife. Foi muito legal.


LdD - Já tem data para show de lançamento do disco em Aracaju?

VC - Só vou pensar nisso a partir de março, pois no Brasil o ano só começa de fato nesse mês. Mas isso não impede de tocar através de convite, se convidar eu toco.


LdD - Como você vê o 'mercado' da música em Aracaju e no Brasil?

VC - No Brasil, de certa forma, a coisa está muito melhor que antes. Muita gente fala que, hoje em dia, o artista não vende cd, mas na verdade, nunca houve uma época em que a maioria dos artistas vivesse com a venda deles. Somente uma elite sempre teve esse privilégio. A grande maioria sempre viveu de shows, sem vender muito discos. As grandes gravadoras sempre desprezaram a maioria dos artistas, pagando a porcentagem que elas queriam e vendiam a falsa imagem de que os bons eram somente os que estavam atrelados a elas. Agora acabou. Antes os diretores e donos de grandes redes de lojas participavam das reuniões nas gravadoras, sem a participação do criador, ou seja, compositor e intérprete ficavam de fora, agora não precisamos de atravessadores e de pessoas que decidem por nós, sobre o nosso trabalho. Criamos e vendemos o que produzimos e pronto. É claro que, de certa forma sofremos com a distribuição dos cds, mas a internet está aí aliviando a coisa.


Fome Africana, banda da qual Vicente Coda fez parte nos anos 80. Na foto,
em pleno Festival de Artes de São Cristóvão.

Já em Aracaju, artisticamente falando, o cenário está legal. Boas bandas, bons artistas. No entanto, o mercado é muito caótico. Muitos artistas sergipanos ficam só confiando nos eventos produzidos pelos órgãos públicos ao invés de correr atrás, arregaçar a manga e ralar. Os órgãos públicos, por sua vez, atuam na base da panelinha, com critérios duvidosos, beneficiando somente os amigos. Aliado a isso, temos pouquíssimos espaços para shows na cidade e, muitas rádios que só trabalham à base de jabá, impedindo que o público conheça a grande diversidade da música do nosso Estado. Com tudo sempre andando em círculo, com as mesmas “caras e bocas” e os mesmos vícios de sempre. Sendo assim, não consigo acreditar num mercado promissor para a música Sergipana. 


LdD - O single "Bukowiski" que antecedeu o lançamento do disco foi disponibilizado para download. Pretendes disponibilizar o "A viagem de Christine..." na íntegra para download?

VC - Sim, pretendo ainda esse mês. E haverá outros eps misturados com  inéditas, aguardem.


LdD - Quais são os planos para o futuro-presente de Vicente Coda?

VC - Fazer shows é só no que penso.

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O disco está à venda nos seguintes locais:


Freedom - Rua Santa Luzia, nº 151 - Centro, Aracaju/SE
(79) 9924-8973

Casa do Artista - Calçadão da Rua Laranjeiras, nº 190 - Centro, Aracaju/SE
(79) 3211-2825

Restaurante Divina Gula - Calçadão da Rua São Cristóvão, nº 196 - Centro, Aracaju/SE (79) 3211-7947

e muito em breve aqui, na Lojinha dos Discos


O disco pode ser adquirido diretamente com o próprio artista. Abaixo seu contato...

Contatos do artista Vicente Coda

e-mail: vicentecoda@hotmail.com
Tel: (079) 9949-5078


Ou pode ser baixado gratuitamente nesse link abaixo


http://www.4shared.com/rar/4g60rRFF/Vicente_Coda__A_Paraphernlia.html

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